
A palavra “canibal” tem origem no idioma arawan, o qual era falado por uma tribo da América do Sul que realizava a prática. O canibalismo se caracteriza pelo consumo de partes do corpo de um indivíduo da mesma espécie. Existem evidências de que o canibalismo já esteve presente na África, América do Sul, América do Norte, ilhas do Pacífico Sul e Antilhas.

Existem poucos casos de canibalismo na sociedade moderna. Um deles ocorreu em 1972, após um acidente envolvendo um avião da Força Aérea do Uruguai, que transportava a Seleção de Rúgbi do país. O avião despenhou na Cordilheira dos Andes e apenas 16 pessoas se salvaram. Após serem salvas, confessaram que tiveram que comer o corpo dos que haviam morrido, para assim sobreviver. Além dos casos desse caráter, existem aqueles considerados patológicos ao extremo, como no caso do alemão Fritz Harmann, em 1924; do
russo Andrei Chikatilo, nas décadas de 80 e 90; e do também alemão Armin Meiwes em 2002.
No ponto de vista legal, o canibalismo é considerado crime de mutilação e profanação de cadáver. Na visão da sociedade, é um ato repugnante, imoral e de desrespeito ao ser humano.

Em 1981, Issei Sagawa assassinou, em Paris, uma jovem holandesa Renee Hartevelt que lhe dava aulas de alemão. Depois de morta, violentou-a e comeu seus glúteos, músculos, lábios e comeu o resto docorpo durante vários dias. Ele foi preso pela polícia francesa e psicólogos encontraram "legalmente insanos".
Informou a televisão inglesa, que 'só queria conhecer o sabor da carne humana, da carne de uma mulher jovem e atraente. Quando alguém se enamora de uma mulher, o normal é que queira beijá-la. Para mim é a mesma coisa. Só que quis prová-la. Sou um canibal. É uma obsessão'. Considerado louco na França, foi deportado para o Japão, onde vive em liberdade. Depois de ter sido enviado no Japão, como resultado de uma história papelada "complexa" entre o francês e as instituições japonês, ele era um homem livre a 13 de agosto de 1985. Sagawa realmente vive no Japão como um escritor famoso. Ele também jogou em vários filmes eróticos e é frequentemente convidado como orador. Ele nunca repetiu o que ele fez em Paris. Ele faz críticas gastronômicas a certos restaurantes da capital japonesa. E, para terminar, vale referir um restaurante, no Japão, talvez um dos preferidos do jovem Issei Sagawa, no bairro de Roppongi, em Tókio, para clientes abastados, onde o cidadão escolhe o animal que vai comer, ainda vivo (pode ser uma galinha, um porco ou uma cabra), faz sexo com ele e, a seguir, o bicho é morto, cozido e servido para o jantar.

Renee Hartevelt

